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mboxShell 1.3: instale com Homebrew, Scoop ou Cargo, e um índice mais enxuto

O mboxShell 1.3.0 agora se instala com um só comando no macOS, no Linux e no Windows, com Homebrew, Scoop ou pelo crates.io. E o índice deixa sua última dependência sem manutenção: ficou 36% menor e carrega com a mesma rapidez.

David Carrero ·

O mboxShell, nossa ferramenta de terminal de código aberto para arquivos MBOX, chegou hoje à 1.3.0. Ela traz duas mudanças que não aparecem no uso, mas fazem diferença: instalar deixou de ser baixar um binário na mão, e o índice que ela cria para cada caixa perde a última dependência sem manutenção que ainda tinha. Além disso, corrige duas coisas.

Instale com o gerenciador de pacotes que você já usa

Até agora, fora no NixOS e no Arch, o caminho era baixar o binário do GitHub, torná-lo executável e movê-lo para uma pasta do PATH. A 1.3.0 traz três opções novas.

Homebrew, no macOS e no Linux:

brew install dcarrero/tap/mboxshell

Instala o binário da versão junto com o autocompletar do shell e a página de manual, então man mboxshell funciona logo de cara. As próximas versões chegam com brew upgrade.

Scoop, no Windows:

scoop bucket add dcarrero https://github.com/dcarrero/scoop-bucket
scoop install dcarrero/mboxshell

Cargo, pelo crates.io, se você tem Rust instalado:

cargo install mboxshell     # compila a partir do código-fonte
cargo binstall mboxshell    # baixa o binário já compilado

O cargo binstall é o caminho rápido: baixa o mesmo binário que publicamos no GitHub em vez de passar alguns minutos compilando.

As três acompanham sozinhas cada versão nova. E as de antes continuam: o mboxShell segue no nixpkgs (nix-shell -p mboxshell) e no AUR do Arch (yay -S mboxshell). Todas estão explicadas na seção de instalação do README.

Um índice menor e sem bincode

Na primeira vez que você abre uma caixa, o mboxShell lê tudo e grava um índice ao lado dela (ou na pasta de cache, se não puder gravar ali). Graças a ele, nas vezes seguintes a caixa abre sem ser lida de novo do começo ao fim, mesmo que tenha vários gigabytes.

Esse índice era gravado com o bincode, uma biblioteca Rust que não tem mais manutenção, como registra o aviso RUSTSEC-2025-0141. Ela não tinha nenhuma falha conhecida, mas uma dependência que ninguém mantém é uma dependência que ninguém vai corrigir no dia em que tiver. A 1.3.0 grava as entradas com postcard e o cabeçalho na mão, com a mesma estrutura de antes.

De quebra, o índice ficou menor: com 100 mil mensagens, cai de 39,4 MB para 25,3 MB, 36% a menos, e carrega com a mesma rapidez. O cargo audit, que compara as dependências com a base de avisos de segurança do Rust, não aponta mais nada.

É a versão 6 do formato do índice, e você não precisa fazer nada. Na primeira vez que a 1.3.0 abrir uma caixa que já tinha índice, o mboxShell percebe que ele está no formato antigo e o recria. Essa abertura demora o mesmo que a primeira de todas; depois, volta a ser rápida.

Duas correções

Um índice ilegível não impede mais de abrir a caixa. Se o conteúdo do índice estivesse danificado, a caixa não abria. Agora o mboxShell o refaz, como já fazia quando o índice não correspondia mais ao arquivo.

Remetentes empatados saem sempre na mesma ordem. No stats e no stats --json, dois remetentes com o mesmo número de mensagens podiam trocar de lugar de uma execução para outra. Agora os empates são ordenados por nome, e duas execuções na mesma caixa dão exatamente a mesma saída. Quem compara resultados com diff ou os processa num script vai gostar.

O que a 1.1 e a 1.2 trouxeram

Desde a 1.0 saíram quatro versões sobre as quais ainda não tínhamos falado aqui:

  • 1.1.0: a ajuda (?) lista todos os operadores de busca, não 8 de 15, e F1 a abre direto nesse ponto, inclusive a partir da barra de busca.
  • 1.2.0: as exportações HTML mostram as imagens que a mensagem leva dentro, como logotipos ou fotos, sem baixar nada de fora. Antes elas eram removidas.
  • 1.2.1: o clipe não aparece mais em mensagens sem anexo, um erro que se via sobretudo em e-mails enviados pelo Alpine.
  • 1.2.2: exportar para CSV pela interface não sobrescreve mais a exportação anterior, e o log (mboxshell.log) só pode ser lido pelo dono.

Onde encontrar

As notas completas estão na página da versão no GitHub. Na página do mboxShell você encontra os binários para Linux, macOS, FreeBSD e Windows, os comandos e as últimas versões.

E se você prefere uma janela a um terminal, a mesma ideia vive no Mbox Viewer Pro, para Mac, Windows e, em beta, Linux.

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